Há uns anos atrás, eu e uma amiga decidimos, numa daquelas noites que não há realmente nada para fazer, escrever uma lista com as 20 qualidades/características que o nosso homem ideal devia ter. Encontrei há pouco essa lista e já me ri à séria. Do alto dos meus 19 anos, eu achava que o meu homem perfeito devia (atenção que vou transcrever!!!):
- saber dançar
- ser fiel
- ser leal
- ser alto e robusto para me dar confiança
- saber cozinhar
- ter carro
- não dar erros ortográficos a escrever
- ser betinho
- ser de fora de Coimbra
- não se importar com o meu pneu
- gostar de desporto, em especial futebol
- gostar de passear
- gostar de sol e praia
- ter rabo
- ser liberal
- fumar
- acreditar em Deus
- querer casar pela Igreja
- não se chamar Dário, Ivan, Cristiano, Leandro, Rúben, etc
- gostar de whisky
Encaro a lealdade como uma das virtudes mais importantes em qualquer pessoa que faça parte da minha vida, ainda mais do que fidelidade ou amizade. Cabe tudo na lealdade: é uma das mais puras formas de confiança e amor que há.
Quanto ao resto, quero um companheiro para a caminhada que ainda me falta, um pilar ao meu lado para se construir alguma coisa sólida e duradoura, contra quem eu vá e não se mexa. Que não precise de mim mas que não possa passar sem mim. Que aprecie cada covinha de celulite como se fosse a última coca-cola no deserto, que olhe para o meu pneu como a sua bóia de salvação particular, que aprecie as minhas tatuagens como a sua colecção privada de arte. Que acredite que para cada penela há um testo, que a honestidade, simpatia e rectidão ainda são valores a ter em conta. Que a elegância triunfa sobre a magreza, que a sensualidade é mais do que demasiada pele à mostra. Alguém que me compreenda, ou mesmo que às vezes não consiga mas mesmo assim me envolve com os braços e me promete um novo amanhã...
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