16 maio 2012

Da estupidez (ou a importância de crescer)


Há uns anos atrás, eu e uma amiga decidimos, numa daquelas noites que não há realmente nada para fazer, escrever uma lista com as 20 qualidades/características que o nosso homem ideal devia ter. Encontrei há pouco essa lista e já me ri à séria. Do alto dos meus 19 anos, eu achava que o meu homem perfeito devia (atenção que vou transcrever!!!):
  • saber dançar
  • ser fiel
  • ser leal
  • ser alto e robusto para me dar confiança
  • saber cozinhar
  • ter carro
  • não dar erros ortográficos a escrever
  • ser betinho
  • ser de fora de Coimbra
  • não se importar com o meu pneu
  • gostar de desporto, em especial futebol
  • gostar de passear
  • gostar de sol e praia
  • ter rabo
  • ser liberal
  • fumar
  • acreditar em Deus
  • querer casar pela Igreja
  • não se chamar Dário, Ivan, Cristiano, Leandro, Rúben, etc
  • gostar de whisky
Olho agora para esta lista e percebo o porquê de seis anos de travessia no deserto. Não sabia nada de nada. Ainda não sei. Mas leio esta lista e fico-me por três características que realmente importam. Lealdade. Liberal. E a cena do pneu... :)

Encaro a lealdade como uma das virtudes mais importantes em qualquer pessoa que faça parte da minha vida, ainda mais do que fidelidade ou amizade. Cabe tudo na lealdade: é uma das mais puras formas de confiança e amor que há.
Quanto ao resto, quero um companheiro para a caminhada que ainda me falta, um pilar ao meu lado para se construir alguma coisa sólida e duradoura, contra quem eu vá e não se mexa. Que não precise de mim mas que não possa passar sem mim. Que aprecie cada covinha de celulite como se fosse a última coca-cola no deserto, que olhe para o meu pneu como a sua bóia de salvação particular, que aprecie as minhas tatuagens como a sua colecção privada de arte. Que acredite que para cada penela há um testo, que a honestidade, simpatia e rectidão ainda são valores a ter em conta. Que a elegância triunfa sobre a magreza, que a sensualidade é mais do que demasiada pele à mostra. Alguém que me compreenda, ou mesmo que às vezes não consiga mas mesmo assim me envolve com os braços e me promete um novo amanhã...

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