Amaldiçoo o dia em que nasceste, como diria a Charlotte do
SATC. És a pior pessoa que conheci até hoje, e creio nunca mais encontrar
alguém tão maldoso e pérfido como tu. Foste capaz das maiores patifarias e
ignominias que eu presenciei até hoje! Sabes, destruíste a minha vida por
completo e eu nunca mais serei a mesma. Nunca mais vou amar tão sinceramente,
de uma forma tão inocente ou pura. Tu tiraste-me tudo isso, e ainda mais: a
minha paz de espírito e alegria.
Tornaste-me uma pessoa desconfiada e soturna, triste e
desapegada de tudo e de todos. Eu sabia que tu não eras boa coisa, eu sabia e
mesmo assim deixei-me cair nos teus braços porque não tinha força para sair,
para desligar a energia magnética que nos ligava. Mas foste mau, és mau. Sempre
foste cruel comigo, e eu deixava. Eu deixei. Que me maltratasses, que me
fizesses acreditar que nunca mais ninguém iria olhar para mim como tu, que mais
ninguém iria gostar de mim como tu, que tu eras o meu one and only.
O mais incrível no meio de isto tudo é que te perdoei. És
fraco, sempre foste, e o exemplo que tinhas em casa não te deixava saber mais
do que efectivamente sabia e demonstravas. Se eu não te tivesse perdoado, o
rancor comer-me-ia viva, e tornar-me-ia mais amarga do que tu já me tinhas
tornado. Já nem sequer te desejo a morte. És-me indiferente. Se bem que se te
visse a 3 passos de mim ficaria transida de medo. Pavor. Nem quero pensar
nisso. És o meu pior pesadelo e dou graças a Deus de teres estado tanto tempo fora de Portugal, e de agora quase não nos cruzarmos. Como poderíamos?! Somos de zonas da cidade completamente distintas (tu costumavas chamar-me uptown girl)! Fizeste
e ainda fazes da minha vida um inferno. Mas não seria a tua morte ou a tua
desgraça a mudar isso. Um dia far-se-á justiça. Nunca serei eu a fazê-la, mas
sei que esse dia chegará.
Só queria ter tido a oportunidade de ter tido uma juventude
alegre e descontraída, de menina ainda com alguma inocência. E tiraste-me isso.
Tiraste-me a inocência e a alegria, a descontracção, tiraste-me tudo o que de
melhor se tem aos 19 anos. Tu és o culpado da desgraça em que me encontrei, tu
que dizias amar-me como a mais ninguém, tu que me deverias proteger de tudo,
foste tu que me tiraste a vida. E ainda não sabes, mas eu já a recuperei. Acabaste com tudo.
Acabaste comigo e nem sequer te importaste. És odioso. És a pior pessoa que eu
conheço. Nada do que poderei dizer te faz compreender o quanto te repudio pelo
que me fizeste. Nada do que eu te possa dizer te vai fazer compreender
exactamente o mal que me fizeste. Nada do que eu te possa dizer te vai fazer
repor tudo como estava ou obrigar-te a penitenciares-te perante mim e os outros
que me querem bem. Mas devia. Devias pedir perdão ao meu pai e a minha mãe, à
minha irmã e ao meu cunhado, e a todos os meus amigos. Isto já para não falar
de mim. Mas tu és tão fraco que nem consegues pedir desculpa a quem magoaste.
És um ratinho, um ser insignificante, sujo, porco, que anda escondido nos
esgotos e aproveita os restos dos outros.
Tentaste arruinar a minha vida. Odeio-te por isso. Mas no fundo,
tenho pena de ti por saber que só és feliz e só te sentes concretizado se
espezinhares os outros. Tenho mesmo muita pena de ti, és verdadeiramente um
coitadinho.
Mas agora posso dizer que não conseguiste o que querias,
deitar-me abaixo, submeter-me a ti. Nunca pensei chegar aqui, nunca pensei
voltar a ser e a sentir-me uma mulher completa novamente. Nunca pensei poder
dizer que já não tenho medo de ti. És-me, finalmente, indiferente. Libertei-me
dos últimos ferrolhos que me prendiam a ti. A liberdade nunca soube nem nunca
me ficou tão bem…
2 comentários:
Conheço muitos pessoas que tiveram um T. nas suas vidas, eu inclusive. Alguem que as levou às lágrimas, ao desespero, mas no fim sabes o que percebi?! Que somos nós proprios quem cria ilusões e se submete a tal sofrimente e chega a um ponto em que dizes a ti propria: Eu sou a pessoa mais importante na minha vida e vou ser feliz, nesse dia o T. vai deixar de existir.
Beijinhos
O T. já não faz parte da minha vida há muitos anos. Mas só agora deixei de sentir medo. E isso é o mais importante: ele não me conseguiu destruir. Ele não existe...
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