09 junho 2012

Tu não estás

inexplicavelmente sinto-me vazia. estou no limite das forças, na recta final de um ano trucidante.
e tu não me falas, não me perguntas como foi o meu dia, não te sentas comigo a ver o corredor da maratona a passar todos os dias 5 6 7 vezes por nós enquanto pomos em cima da mesa a nossa vida e os nossos corações.
não é um homem que me vai deitar abaixo. não depois de tudo. no final, não será nunca um homem a vergar-me. como sempre, ergo a cabeça e sorrio, ignorando a dor dilacerante que me corta a alma.

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