quis estabilidade e consolidação. foi o objectivo de 2012 e foi um objectivo cumprido. quis saber quem era e para onde ia. e consegui saber e fazer-me como sempre sonhei ser.
imediatamente antes de chegar 2013 disse que seria um ano de mudança, tanto pessoal como profissional.
comecei a enviar CV's no dia 2 de janeiro, sem saber muito bem se queria continuar a ser advogada, mas a não querer desistir de tudo tão cedo.
numa noite, naquela noite, tinha de sair. tinha de ir àquele sítio específico. não sei porquê, aos meses que não me apetecia, mas naquela noite, chateei tudo e todos e fomos.
ao chegar, encontrei-te. à primeira vista nem te reconheci, mas no minuto a seguir soube quem eras. e o que queria.
as palavras que trocámos antes de nos entregarmos às trocas de olhares não indiciavam o que se seguiria. as palavras são equívocas, porque nunca dizemos aquilo que nos vai na alma, e procuramos dizer o que não nos denuncia. porque há jogos que têm de ser jogados, meias palavras e olhares sedutores completam a estratégia.
não sou de tomar a iniciativa, de convidar algém para ir beber um copo comigo, mas contigo fez sentido. fez sentido sair da minha confort zone e dirigir-me a ti, agarrar-te pela mão e dizer vamos ao bar. fez sentido beijar-te (ou foste tu quem me beijaste?, não sei, ambos queríamos, estávamos tão próximos).
o que não faz sentido é eu não saber se me queres beijar agora, se me queres ver, saborear. não faz sentido ter tempo para estarmos e não o fazermos.
pensei que havia qualquer coisa entre nós, desde aquela primeira vez fuga em que falámos e nos conhecemos e que percebemos que temos tanto em comum. o que nos diferencia é o que nos faz ficar tão bem juntos.
fui estúpida, desculpa. bem sei que não tenho o direito de ficar chateada. afinal, qual é a obrigação que tens para comigo? mas quero-te. especialmente quando não temos horários a cumprir. eu disse-te que tinha mau feitio.
pedi-te desculpa. viste? não quero que fiques a pensar mal de mim, mas sim, importo-me que prefiras ficar em casa em vez de me veres e beijares. não devia ter sido bruta, mas responder torto faz tão parte de mim como respirar (não tão frequente, mas inerente). já te deixei ver mais uma parte de mim, sempre reservada àqueles que me são próximos, aos meus.
não sei o que vai acontecer agora, não sei se me queres novamente, com defeito e estragada. mas podes sempre ver que eu tenho todas aquelas características que dizias que querias numa namorada. e apesar de ser independente preciso de ti.
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