19 maio 2012

6 anos





Faz hoje seis anos que fiquei solteira. Decidi que bastavam os ciúmes, bastavam as discordâncias. Fazia um ano que nã havia niguém no mundo mais correcto para mim do que ele. Não foi uma decisão baseada em amor ou paixão. Foi uma decisão racional, de quem já se conformou que é melhor não haver paixão para que possa hever uma verdadeira união de companheirismo.
Faz hoje seis anos que atravesso o deserto sozinha, com uma ou outra paragem num oásis. Às vezes apenas miragens. Dei por mim confortável nessa travesia inglória, de viajar sozinha, de ter companhia enquanto descansava nos óasis. Dei por mim dissolver-me, erro atrás de erro. Errei tanto, e finalmente cresci. Resolvi-me comigo mesma.
Foram precisos seis anos para eu me apontar os erros, para eu decidir que basta de uma vida sem paixão, sem amor. Demorei seis anos a perceber que a paixão não é má, que deixarmo-nos ir é necessário, que não posso (nem quero) estar sempre no controlo de tudo.
Quero viver, não sobreviver. A vida não pode ser intelectualizada, mas vivida, sentida debaixo da pele. Seis anos mais tarde, brindo a seis anos de solidão, a seis anos de cruxificação, a seis anos de desespero, mas também a seis anos de agir sem pensar, de lidar com as consequências.
Comemoro hoje seis anos de solteira. Dizem que o seis é o número do diabo e que será este ano o ano da mudança. Eu brindo a isso!

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