Olho para esta folha em branco e imagino que posso dizer
tudo o que quero. Passam-me mil ideias por minuto na cabeça, algumas sem nexo,
outras que precisam de crescer. Olho para este espaço branco infinito e
decido-me, finalmente. Vou escrever. O quê não interessa. Escrever aquilo que
sou, aquilo que me tornou o eu que aqui escreve. Escrever o que não digo,
escrever as ideias que se vão acumulando e que querem explodir fora do meu
cérebro.
Sempre gostei de escrever, muitas vezes sobre aquilo de que
se coloria o meu dia a dia. Sempre achei ter muita coisa para dizer, mas não
sabia a quem ou se esse quem me quereria ouvir.
Encaro a blogosfera como um vazio, um vácuo que suga as
minhas palavras para o seu interior. Mas que ao libertar-me delas, torna-as
reais. Para quem, não consigo imaginar. Talvez ninguém. If you love somebody
set it free. Palavras: vão, estão livres! Aproveitem a liberdade recém
adquirida, ganhem asas e façam o que vos aprouver.
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